A solidão me consome
Trancafiado em um quarto de ilusões
Rasgando meu peito toda a saudade projetada
Toda a minha infância me saltam os olhos pela janela
E ingerem todas aquela época de forma engasgada;
Meu mundo retrocede
Eu vejo meninos correndo e se escondendo
Chego até ouvir gritos
E a sentir falta daquele silêncio me remoendo;
Nesta passada segue a Nostalgia
Rasgando a carne e queimando por dentro
Assim como o tempo se foi corroendo,
Assim como as folhas foram caindo, desaparecendo
Porém dentre tantas páginas já escritas
As da minha velha infância são as que sigo lendo.
sábado, 17 de outubro de 2015
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Encontro
Casa vazia, móveis estáticos,
Creio ser a hora correta,
O silêncio torturado e tentador indica permissividade
Para toda minha tristeza e insanidade.
As Luzes acesas, concomitantemente desloco a mesa,
Linha de madeira enrolada e refugiada em corda,
Voltas e voltas e um filme se passa
Desde os primórdios da minha infância gorda
Até aquela minha situação mórbida.
Pés sobre a mesa,
Pescoço rodeado pronto para forca
Sendo as leis de Newton basta agora um pouco de força
Para que tudo se esvaia e assim eu desapareça com esta
cabeça louca;
Um ultimo olhar sobre tudo ao meu redor,
Deveras me cansei de frustrar o que eu queria de melhor,
Ganhei desgosto nos gostos das derrotas,
Acho que já é chegada a hora de buscar a paz que tanto quis
achar
E assim também venha o descanso de quem sempre se achou o
pior.
E para que se faça a ação da tração de Newton desloco a mesa,
A Casa ficará mais vazia para depois ficar cheia
Que Deus e Jesus me perdoem,
Mas a covardia foi à forma que escolhi para esta dor que me
rodeia.
sábado, 29 de agosto de 2015
Vamos sorrir para a tristeza
Tia retornei a base, retornei a base
retornei como um verdadeiro fracassado,
Semblante de derrotado
E no fim é isso que sou,
simplesmente um menino mimado
Mais uma vez eu vi um vulto do que fui no passado;
Tia voltei como um cidadão acostumado
voltei novamente derrotado,
cedi aos empecilhos que a vida me deixou
vertigem de restos e rastos
uma podre feriada aberta
Voltei tia e não há nada cicatrizado.
retornei como um verdadeiro fracassado,
Semblante de derrotado
E no fim é isso que sou,
simplesmente um menino mimado
Mais uma vez eu vi um vulto do que fui no passado;
Tia voltei como um cidadão acostumado
voltei novamente derrotado,
cedi aos empecilhos que a vida me deixou
vertigem de restos e rastos
uma podre feriada aberta
Voltei tia e não há nada cicatrizado.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Frágil
Deem-me um
cigarro,
ao menos um
cigarro
hoje estou
cansado
e não posso
parar .
Por favor eu
peço
apenas um misero
cigarro,
pois calejo
estressado
das rasteiras
que a vida dar;
Sei que não fumo,
Mas sei que não
matarás um mísero cigarro
E assim correrão
meus olhos desassossegados
Reparando os
estragos que eu vim a causar.
Por favor só um
cigarro
para este pobre
coitado
que já não tem
força para lutar.
Doca à Beira Mar
Hoje lembrei de
você morena
E já sinto
saudade de teus abraços,
do poético fato de
lhe ver dormindo,
mas sei que tenho
que continuar seguindo
e deste modo
continuamos sempre fugindo;
Mas antes que eu
siga minha estrada,
a agradeço por
toda sua amizade e carinho,
espero que nesta
nossa distinta caminhada
Eu reencontre
seus sorriso no meu caminho.
E mesmo o hoje
sendo no amanhã um passado
e mesmo que
tenha sido somente uma noite ao seu lado,
acabastes por me
deixar mal acostumado
Imaginando nosso
fugaz momento num inesquecível quadro
e com
compulsivas reações de sonhar acordado.
Deste modo
morena em meio a madrugada que me acena
Eu trafego nas
lembranças de você minha pequena
E entre um trago
de café e outro de poema
Encerro este
pequeno texto pra você minha bela açucena.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Pensamentos Soltos
Pensamentos soltos, sem nexo
Sem complexo,
Um verdadeiro retrocesso,
Imediatismo de ordem e progresso
E mais uma vez eu regresso
Sem ter sucesso,
Com o mesmo gosto, sentindo o pregresso
E sem condições e notar tudo o que meço,
Mais uma vez a um sonho me arremesso
E todas consequências já compram seus ingressos.
Muito prazer meu nome é ninguém
Hoje descrevo-me amargo feito fel,
Puro ácido corroendo transcrito no papel,
Dilacerando assim corações de mel
E reluzindo trevas no infinito céu.
Hoje sou os restos de mucosas de seu útero,
Quiçá os dejetos do esgoto da vida,
Declaro-me fruto dos desgostos germicidas
e ambiguamente retalhos de carnes do sepulcro.
Ontem eu fui tempo, solidão e cordel,
Não obstante do tempo eu sempre estive ao léu,
Transfigurando orgasmos de bordel
E desfrutando os passos ardentes de Gardel.
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