quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Memórias Póstumas de Brás

O silencio da alma é o vazio inculto do que não fui,
O silencio do que habita em mim
É improprio até a próxima ordem,
São folhas brancas de cetim.

Há o que se partir,
Têm de infringir o que a tortura capilarmente destrói,
Não sei de onde vem esta acidez que me corrói
E não sei se qual o material para desta ponte que se constrói.

Só sei que meus sonhos se perderam
Como trituras em um moinho
E já não faz mais sentido viver em devaneios
Afinal o bom sujeito concretizou-se em um ser mesquinho.

Que assim venha meu descanso em paz
E na posterioridade meu ser estará tatuado com respeito e carinho,
Afinal sempre paguei a prestação de ser prestativo

Mas estava escrito este meu silencioso caminho.

sábado, 17 de outubro de 2015

Repertório Antigo

A solidão me consome
Trancafiado em um quarto de ilusões
Rasgando meu peito toda a saudade projetada
Toda a minha infância me saltam os olhos pela janela
E ingerem todas aquela época de forma engasgada;

Meu mundo retrocede
Eu vejo meninos correndo e se escondendo
Chego até ouvir gritos
E a sentir falta daquele silêncio me remoendo;

Nesta passada segue a Nostalgia
Rasgando a carne e queimando por dentro
Assim como o tempo se foi corroendo,
Assim como as folhas foram caindo, desaparecendo
Porém dentre tantas páginas já escritas
As da minha velha infância são as que sigo lendo.










quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Encontro

Casa vazia, móveis estáticos,
Creio ser a hora correta,
O silêncio torturado e tentador indica permissividade
Para toda minha tristeza e insanidade.
                                                                        
As Luzes acesas, concomitantemente desloco a mesa,
Linha de madeira enrolada e refugiada em corda,
Voltas e voltas e um filme se passa
Desde os primórdios da minha infância gorda
Até aquela minha situação mórbida.

Pés sobre a mesa,
Pescoço rodeado pronto para forca
Sendo as leis de Newton basta agora um pouco de força
Para que tudo se esvaia e assim eu desapareça com esta cabeça louca;

Um ultimo olhar sobre tudo ao meu redor,
Deveras me cansei de frustrar o que eu queria de melhor,
Ganhei desgosto nos gostos das derrotas,
Acho que já é chegada a hora de buscar a paz que tanto quis achar
E assim também venha o descanso de quem sempre se achou o pior.

E para que se faça a ação da tração de Newton desloco a mesa,
A Casa ficará mais vazia para depois ficar cheia
Que Deus e Jesus me perdoem,
Mas a covardia foi à forma que escolhi para esta dor que me rodeia.

sábado, 29 de agosto de 2015

Vamos sorrir para a tristeza

Tia retornei a base, retornei a base
retornei como um verdadeiro fracassado,
Semblante de derrotado
E no fim é isso que sou,
simplesmente um menino mimado
Mais uma vez eu vi um vulto do que fui no passado;


Tia voltei como um cidadão acostumado
voltei novamente derrotado,
cedi aos empecilhos que a vida me deixou
vertigem de restos e rastos
uma podre feriada aberta
Voltei tia e não há nada cicatrizado.


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Frágil

Deem-me um cigarro,
ao menos um cigarro
hoje estou cansado
e não posso parar .

Por favor eu peço
apenas um misero cigarro,
pois calejo estressado
das rasteiras que a vida dar;

Sei que não fumo,
Mas sei que não matarás um mísero cigarro
E assim correrão meus olhos desassossegados
Reparando os estragos que eu vim a causar.
Por favor só um cigarro
para este pobre coitado
que já não tem força para lutar.

Doca à Beira Mar

Hoje lembrei de você morena
E já sinto saudade de teus abraços,
do poético fato de lhe ver dormindo,
mas sei que tenho que continuar seguindo
e deste modo continuamos sempre fugindo;

Mas antes que eu siga minha estrada,
a agradeço por toda sua amizade e carinho,
espero que nesta nossa distinta caminhada
Eu reencontre seus sorriso no meu caminho.

E mesmo o hoje sendo no amanhã um passado
e mesmo que tenha sido somente uma noite ao seu lado,
acabastes por me deixar mal acostumado
Imaginando nosso fugaz momento num inesquecível quadro
e com compulsivas reações de sonhar acordado.

Deste modo morena em meio a madrugada que me acena
Eu trafego nas lembranças de você minha pequena
E entre um trago de café e outro de poema
Encerro este pequeno texto pra você minha bela açucena.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Pensamentos Soltos

Pensamentos soltos, sem nexo
Sem complexo,
Um verdadeiro retrocesso,
Imediatismo de ordem e progresso
E mais uma vez eu regresso
Sem ter sucesso,
Com o mesmo gosto, sentindo o pregresso
E sem condições e notar tudo o que meço,
Mais uma vez a um sonho me arremesso
E todas consequências já compram seus ingressos.